domingo, 11 de dezembro de 2011

W.A.T. (World According To) - Defreeze (1983)



O W.A.T. (World According To) foi um trio Holandês da cidade de Eindhoven ativo durante a primeira metade da década de 80. Eles produziam um som na linha do synthpop com sequenciadores e teclados e, ainda com direito a guitarras e baixo, dando um brilho do pós punk na sonoridade, que davam uma vida a mais ao som da banda. Primeiramente, Ad van Meurs começou em uma banda de folk-rock para depois, com influências do movimento punk da época, formar uma banda também de punk, chamada Bleistift, juntamente com sua namorada, Ankie Keultjens. Em '83 se juntou a eles Frank van den Nieuwenhof e com ele, a formação estava completa. Começaram a tocar um som entre o synthpop e o cold wave, com influências do post-punk (em ascenção na época) e logo gravaram seu primeiro álbum, que na verdade foi um Mini-LP, contendo 6 músicas, que vos trago hoje: Defreeze.
Este album é simplesmente supremo. Mereceria está entre os mais 'mais' do synthpop. A banda em si também mereceria. Batidas progressivas, teclados hipnotizantes, algumas 'pitadas' da guitarra (com o 'slide ') e o baixo completando toda a sonoridade. Sem falar no doce vocal da Ankie. A faixa homônima ao álbum possui um teclado hipnotizante, assim como todas as faixas, porém, na Defreeze é mais; é realmente algo mais alucinógeno. Art Lovers é também uma das grandes do álbum, aquele slide no fim da música é algo que realmente te transporta a algo debilitante. Destaco ainda Vive La Vie, que foi uma das que mais escutei quando ouvi o som do W.A.T..
Em '85 o W.A.T. interrompeu as atividades devido ao nascimento do filho da Ankie. Assim, a banda se dissolveu por completo, o que foi uma pena. Ad van Meurs iniciou sua carreira solo como The Watchman (bandinha até boa por sinal!) tocando folk-rock e mais tarde sua esposa Ankie também entrou na banda.

World According To:

Ankie Keultjens (vocais, progamações)
Ad van Meurs (guitarras, 'slide' guitar)
Frank van den Nieuwenhof (baixo)

W.A.T. - Defreeze (1983)




01 - Famous
02 - Ivanhoo
03 - Vive La Vie
04 - Defreeze
05 - Art Lovers
06 - Sub

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sábado, 3 de dezembro de 2011

The The - Soul Mining (1983)



O The The é uma banda inglesa fundada no ano de 1979, quando Matt Johnson publicou um aviso na revista musical NME, à procura de um guitarrista/baixista com inflências dos Velvet Underground e Syd Barret, que não deu resultado. Mais tarde, publicou um segundo aviso, já referindo influências do The Residents e Throbbing Gristle, o que o levou a conhecer o tecladista Keith Laws. Assim, em pouco tempo lançaram seu álbum de estréia apenas como Matt Johnson, o Burning Blue Soul. Daí, começaram a tocar como um duo com bandas como o Cabaret Voltaire, D.A.F. e The Birthday Party. Chegaram a gravar um primeiro album oficial, o The Pornography of Despair que nunca foi lançado. Porém, somente em 1983 lançaram seu primeiro álbum oficial como The The e, é este que vos trago hoje; o belíssimo Soul Mining.
O que falar sobre ele? Além de ter sido um álbum altamente elogiado pela crítica no ano de 1983 (para um primeiro lançamento oficial de uma banda não é nada mal.), emplacou os hits This Is The Day (atingiu o 71º lugar nas paradas britânicas) e Uncertain Smile numa versão diferente (que eu achei bem melhor por sinal) da que foi lançada no álbum solo. Sem falar que ele consta no livro 1001 Albums You Must Hear Before You Die (1001 Albuns Que Você Deve Ouvir Antes de Morrer).
Suas músicas tem uma batida meio post-punk, meio alternative rock e new wave, e buscam ainda influências no synthpop do álbum solo do Matt Johnson. I've Been Waitin' For Tomorrow... mantém uma batida progressiva durante toda a música com acompanhamento de um ou outro efeito alucinógeno... This Is The Day é uma das grandes (tá, todas são, principalmente GIANT :D), com aquele acordeão/acordeon embalando a música e, ainda com uma 'levada' progressiva. Uncertain Smile foi escrita em um período de amor não correspondido, segundo o próprio Matt, e pra mim é uma das mais belas do álbum junto a todas as outras This Is The Day. Enfim, sem muito mais o que falar, Soul Mining é uma verdadeira mistura dos estilos que influenciaram a banda. que convergem diretamente para este único e brilhante álbum. A versão lançada em CD na Europa contém uma faixa adicional, que foi um single lançado antes do Soul Mining, a Perfect.

O único membro ativo até hoje na banda (que ao decorrer dos anos foram entrando e saindo músicos) é o vocalista e fundador Matt Johnson. O line-up deste álbum é um tanto gigante, pois envolveu várias fases de gravação com diversos músicos. Abaixo estão os principais.

The The:

Matt Johnson (vocais, guitarras, teclados, sintetizadores e percussões)
Camelle Hinds (baixo)
Andy Duncan (bateria nas faixas 2, 4 e 6)
Zeke Manyika (bateria nas faixas 1, 5 e 7)
Thomas Leer (sintetizadores)

The The - Soul Mining (1983)




01 - I've Been Waitin' For Tomorrow (All Of My Life)
02 - This Is The Day
03 - The Sinking Feeling
04 - Uncertain Smile
05 - The Twilight Hour
06 - Soul Mining
07 - GIANT
08 - Perfect


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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A Modest Proposal - A Modest Proposal LP (1986)


Esta desconhecida banda de Utrecht, na Holanda, foi ativa entre 1983 e a primeira metade da década de '90, especificamente o ano de 1993. Eles faziam um som numa linhagem eletrônica, com influências do New Wave, a música alternativa e o Synthpop. Considero eles como uma banda Synthpop de ótima qualidade e ainda com vocais femininos (ponto a favor!), além de um som totalmente contagiante. :) Eles gravaram um LP homônimo em '86 pela Rosebud Records e em '91 um CD intitulado Contrast pelo selo Barooni Records. O LP de '86 é uma raridade hoje em dia, verdadeiro item de colecionador. Nesses tempos, foram fabricados mais algumas cópias do LP e distribuídas pelos membros da banda, que se esgotaram rapidamente. O tecladista Bert Van De Grift, participou ainda de outros projetos de eletro e techno e, em 2005, morreu aos 41 anos; a vocalista Nicolet Theunissen participou de outros projetos também na 'área eletrônica' (BiNT e Catharina 2.0). Sem dúvida alguma, mais uma banda injustiçada dos 80s de sonoridade forte e peculiar. Destaques para Ite Missa Est, The Experience Of Falling, Rain Disturbs e New Way Out. Ite Missa Est é grandiosa; digo, toda aquelas programações do início que vão se misturando dando uma forma um tanto quanto psicodélica a música, e por fim a belíssima voz etérea da Nicolet. Sem mais rodeios, deliciem este som perdido dos memoráveis anos '80.

A Modest Proposal:

Nicolet Theunissen (vocais)
Ton Coolen (guitarra e chapman stick
Bert Van De Grift (teclados e percussões)
Ludwig Adriaansen (teclados)

A Modest Proposal LP (1986)


01 - Ite Missa Est
02 - Hamna
03 - The Experience Of Falling
04 - Rain Disturbs
05 - New Way Out
06 - The Clearing
07 - Shed But Not Wasted
08 - Love Mania

>>> This unknown band from Utrecht, Netherlands, was in activity between 1983 and the first half of 90s, specifically the year of '93. They made a eletro sound, with new wave, alternative and synthpop inlfuences. I consider them as a great synthpop band and with female vocals (point in favor!), and a sound totally awesome. :) They recorded a homonimous LP in '86 by Rosebud Records and in '91 a CD called Contrast by the Barooni Records. The LP from '86 is a rarity nowadays, a really collectors item. Some time ago, was made more copies from this LP and distributed by the band members, sold out quickly. The keyboard man Bert Van De Grift participated of other electro/techno projects and passed away in 2005, aged 41; the vocalist Nicolet Theunissen worked with other electro bands (BiNT and Catharina 2.0). With no doubts, one more wronged band from the 80s, with a high and peculiar sound. Listen to Ite Missa Est, The Experience Of Falling and New Way Out. Ite Missa Est is fabulous; I say, all those programming of the synthesizers in the beginning of the song will be mixing and shaping the song, and the icing on the cake: the beautiful ethereal voice of Nicolet. Enjoy this lost sound of the 80s.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ethiopia - Ethiopia EP (1986)


O Ethiopia foi formado nos anos 80 na cidade do Rio de Janeiro, com o fim da banda de punk rock Dezespero. Lúcio Agra, integrante desta banda, originou a idéia de formar um grupo com influências da cena punk e também da cena dita 'dark', bem comum naquela época. Eles fizeram algumas poucas apresentações na boate Ilha dos Mortos, em Copacabana, Rio de Janeiro; e outras no lendário espaço cultural do Circo Voador. O único defeito desta banda é terem lançado apenas um disco e, contendo apenas 4 músicas, que desde o seu lançamento vem se eternizando nas discotecagens de alguns eventos do gênero pelo Brasil afora (quem sabe até fora dele!). E é este disco que trago hoje, o EP Ethiopia, de 1986.

Ethiopia:

Pascoal Ferrari (vocal)
Pollo Rios (guitarra, violão, vocal)
Vicente Tardim (baixo)
Lucio Agra (bateria)

Julinho Villane (teclados - participação especial)

Ethiopia EP (1986)


01 - Feito Navalha
02 - Minha Vida Em Suas Mãos
03 - Ethiopia
04 - Vazio

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Hojerizah - Hojerizah (1987)



O Hojerizah foi uma das tantas bandas brasileiras surgidas nos 80's. Porém, não é uma banda como qualquer outra. Só pelo fato de terem a voz inigualável de Toni Platão e as letras ricas em lirismo de Flávio Murrah, já é um fator adicional a banda, que se diferenciava das outras da época tanto pelo som produzido, como pela voz forte (que alguns diziam ser uma voz operística) de Toni Platão, diferente das que se costumava ouvir na época.
Surgiram na primeira metade da década de 80. Mais precisamente, no fim de 1983. Muitos, ao conhecer a banda, podem-se perguntar (bem, eu me perguntei...) o por que do nome, de onde veio, etc. O nome vem da palavra ojeriza, sinônimo de aversão, que por sua vez vem da palavra espanhola "ojo" (olho, em português). O nome da banda está diretamente ligado ao impacto que a banda produziu na cena underground dos anos 80 no país. Impacto esse gerado pela sonoridade, a forma de se expressar através das letras e, talvez o principal (vejam bem, talvez só...) a forma de se vestir. Já que na época o visual não era tudo, mas era quase tudo, para uma banda. Por volta de 1985, gravaram um compacto pela Polygram/BB Records contendo "Que Horror" e "Pros Que Estão Em Casa". Esta última, os lançou nas rádios alternativas da época. Em 1987, veio o Hojerizah. Com "Tempestade Em Viena" e "Senhora Feliz" conseguindo lugar nas rádios, ao lado de uma nova gravação de "Pros Que Estão Em Casa". Pele, de 1988, apesar de ser considerado (entendam que eu considero) bem mais rico em melodia e lirismo, não obteve o mesmo sucesso. Por fim, a banda se dissolveu no fim dos 80's quando a gravadora os dispensou.
Certa vez, mostrei o som do Hojerizah a um amigo e falou que parecia uma mistura de Legião Urbana com Led Zeppelin (vai saber de onde veio a idéia...). Não há comparação entre as bandas, cada uma tem seu "algo" que a diferencia. Assim também como não há dúvidas da influência gritante  (ou não?) do Johnny Marr (The Smiths) nas guitarras do Flávio Murrah. Se neste primeiro álbum notamos algo, no Pele podemos ver ainda mais esta influência. Este álbum que posto hoje é o primeiro do Hojerizah. Não há uma só música que se possa dizer, ao menos, que ela é "mais ou menos". São todas únicas (claro!) e com seu atrativo particular. No arquivo para download, contém a música lançada no single de '85, "Que Horror". Escutem e tirem suas conclusões. :)

Hojerizah:

Toni Platão (vocais)
Flávio Murrah (guitarras)
Marcelo Larrosa (baixo)
Álvaro Albuquerque (bateria)

Hojerizah - Hojerizah (1987)


01 - Passos
02 - Tempestade Em Viena
03 - Dentes da Frente
04 - Pros Que Estão Em Casa
05 - Roma
06 - Sol
07 - Senhora Feliz
08 - Cinzas Que Queimam
09 - Tempo Que Passa
10 - Pessoas
11 - Que Horror (extra)

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Film Noir - Never Ending Dream (1986)



Ahhh... a Film Noir. O que falar sobre esta belíssima banda? Bem, de início, posso dizer que a Film Noir foi a precursora do movimento 'dark' (o new wave, post-punk, gothic rock...) na Grécia, junto a bandas como Flowers Of Romance, South Of No North e Metro Decay. O som deles pega muitas influências das bandas de nome da época, como o The Cure, Siouxsie & The Banshees (a própria voz da Mariella lembra muito a da Siouxsie) e a X-Mal Deutschland.
A banda se formou em Atenas (Grécia) por volta de 1985 e, teve suas primeiras aparições no Cat's Meow Club (Syggrou Avenue, Atenas, Grécia). Em 1986 lançaram o LP Never Ending Dream, pela Wipe Out! Records, que foi um grande sucesso na época; que originou algumas apresentações em shows e nas TV's gregas. Em 1987, eles tocaram pela última vez com a ilustre presença da Mariella, junto a Flowers Of Romance e Scoria, onde Mariella cantou a última canção da noite com a Flowers. Pouco tempo depois, Mariella deixou a banda mudando-se para a Austrália para seguir com a carreira de modelo. Em 1990, a banda lançou ainda outro álbum, intitulado Portrait Of The Child, que não obteve o mesmo sucesso do primeiro LP com a voz de Mariella. Em meados dos anos '90, Mariella faleceu vítima de câncer.
O S. Adam (Spyros Floros) foi formador da banda grega de punk rock Ausschwitss e, tocou também com a The Hands Of Cain. Em '85 se uniu ao Film Noir; O guitarrista Costas Sokialis trabalhou como produtor de algumas bandas; o baixista Kyriakos Coti foi membro de algumas bandas mais desconhecidas na Grécia e depois tornou-se produtor de bandas como Flowers Of Romance, Stereo Nova, entre outras.
As canções deste álbum são indescritíveis. Excuse (how can anyone know me, when I don't even know myself?) é uma ótima música de abertura, mostrando bem a sonoridade da Film Noir. Drowned Kiss me remete ao The Cure, com um som mais gótico, um clima mais pesado... Decry é uma das mais belas. Com aquele strings no início que prossegue durante toda a música, o arpejo de introdução da guitarra, e a 'cozinha' entrando de forma majestosa... Finalmente, a voz da Mariella, que soa perfeitamente ao som dos demais instrumentos. As demais canções, é escutar para avaliar. :)


Film Noir:

Maria Gabriella (Mariella) Loulaki (vocais)
Costas Sokialis (vocais, guitarras e teclados)
Kyriakos Coti (baixo)
Vassilis Nakis (teclados)
S. Adam (bateria)

Never Ending Dream (1986)







01 - Excuse
02 - Fluid Idols
03 - Drowned Kiss
04 - Decry
05 - Rainfall
06 - Sin

>>> Ahhh... Film Noir. What can I say about this amazing band? Well, at first, I can say that Film Noir was the precursor from the 'dark' movement (the new wave, post-punk, gothic rock...) in Greece, along with bands as Flowers Of Romance, South Of No North and Metro Decay. The Film Noir's sound takes a lot of influences from many bands from era, as The Cure, Siouxsie & The Banshees (the own voice of Mariella is very reminiscent of Siouxsie) and the X-Mal Deutschland.
The band was formed in Atens (Greece) around the year '85 and had their first appearances in the Cat's Meow Club (Syggrou Avenue, Atenas, Grécia). In '86 released the LP Never Ending Dream by the Wipe Out! Records, that was a great success in epoch; that originated some presentations in the greek TV's and other shows. In '87, they played the last time with the ilustrious presence of Mariella, along with Flowers Of Romance and Scoria. Mariella sang the last song from night with the Flowers Of Romance. Before long, Mariella left the band and moved to Australia to continue with her modeling career. In '90 the band released another album, called Portrait Of The Child that not obtained the same success of the first LP with the Mariella's voice. In the mid of 90s Mariella died of cancer.
S. Adam (Spyros Floros) was the first man from the greek punk rock band Ausschwitss and played with The Hands Of Cain too. In '85 he joined Film Noir; the guitarist Costas Sokialis worked as producer of a few bands; the bass man Kyriakos Coti was member of few unknown bands from Greece and became producer of bands as Flowers Of Romance, Stereo Nova, and others.
The songs of this album are elusive. Excuse (how can anyone know me, when I don't even know myself?) is a great opening song, show very well the sound of Film Noir. Drowned Kiss reminds me The Cure, with a more gothic sound, a more heavy weather... Decry is the best from this album. The keyboard strings in the start that continues during all song, the guitar arpeggio and the bass and drums entering majestically... Finally, Mariella's voice, who sounds perfectly with the other instruments. The other songs are for your evaluation. :)

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Mary Goes Round - Sunset (1989)



1986, Rex Club, Paris. Foi a primeira aparição de Jérôme Avril e Cécille Balladino (convidados pelo Sonic Youth), com o nome da banda intitulado Red Light na época e, ainda, contando com Maurice (baixo) e Gilbert Correy (bateria). Este foi o primeiro e único evento da banda, até terem a oportunidade de ter uma canção lançada na coletânea Unreleased Volume I, em '87. Nesta ocasião, foi gravada The Shelter, única canção gravada em estúdio com um baterista e o nome Mary Goes Round foi escolhido.
Até aí, nada de tão animador acontecera; foi quando, um ano depois, tiveram a oportunidade de lançar outra nova música na coletânea Unreleased Volume II. Então, foi gravada The Nightmare, com uma drum machine para substituir Gilber Correy, ausente no momento. Depois disso, eles decidiram gravar seu primeiro album, sem Gilbert, que definitivamente deixou a banda. Foram gravadas 5 canções demo e distribuídas pelo selo New Rose, famosa gravadora francesa da época. Então, o mini-LP Sunset foi lançado.
A Mary Goes Round tinha fortes influências da Asylum Party e Little Nemo, que eram bandas da cena francesa que, junto a outras bandas menores, estavam dando origem a um pseudo-movimento chamado de "Touching Pop". Seria algo como uma "evolução" do darkwave, mesclando o estilo com o pop; que por fim resultou em algo não tão distante da origem.
O Mary Goes Round se dissolveu após a saída de Cécille e do baixista Thierry.

O mini-LP original Sunset, foi lançado com apenas 7 músicas. A versão que postarei aqui é a do CD, que tem um adicional de 5 músicas e foi lançada em 1990. Não há muito o que falar sobre o Sunset (mentira, há sim). Nele, a banda está no início do movimento citado acima, onde o darkwave e o coldwave ainda estão bem pesados nas músicas. O album em si é altamente viajante bom de se ouvir, a começar pela primeira, Mary Sleeps Alone, com aquele efeito de música pra dormir Music Box, e falando sobre os enigmas do por que da Mary (personagem fictícia de algumas músicas da banda) dormir sozinha... 
Dark Times, realmente, me parece tempos negros; onde não se entende o por que de ter matado um certo alguém e isto transforma-se numa paranóia. E sim, a sonoridade da música ajuda a baixar o clima da canção, com uma batida bem monótona e progressiva.
The Night e The Promised Land, são músicas mais dançantes, onde as guitarras são bem vivas, assim como a drum machine, que ajudam a ter um som mais forte, mais vivo...
The Great Desire é uma música mais parada, porém, não menos interessante que as anteriores. Com uma programação de batidas mais trabalhadas e novamente a guitarra dando uma vida a música.
Tearsdrops Again. Essa música é talvez a melhor do álbum para mim. Tentem escutá-la e não  se deixar envolver. Tentem escutá-la e não sentir, no mínimo, que seus pensamentos voaram pra longe por uns tempos... O instrumental dela é bem trabalhado; a linha de baixo progressiva, a guitarra dando uma dose a mais de psicose.
A sonoridade de The Nightmare, retrata bem o título da música e a sua letra, um tanto macabra. (?)
Mary In The Sky e On The Sea são músicas mais trabalhadas; diria melhor arranjadas.
The Shelter é uma música bem empolgante, com sua batida progressiva e uma sonoridade mais darkwave.
Another Sunset é a melhor música para se fechar o álbum, com uma letra diferente das outras do álbum, ela se diferencia não só na letra como também na sonoridade. Algo meio coldwave/synthpop, sem o peso do darkwave.

Mary Goes Round:

Jérôme Avril (guitarras, composição e vocais)
Cécille Balladino (teclados)
Stéphane Michaud (guitarras de 1991 até o fim da banda)
Thierry Sobezyk (baixo de 1991 até o fim da banda)

Sunset (1989)


01 - Mary Sleeps Alone
02 - Dark Times
03 - The Night
04 - The Promised Land
05 - The Great Desire
06 - Sunset
07 - Teardrops Again
08 - The Nightmare (version 88)
09 - Mary In The Sky
10 - On The Sea
11 - The Shelter (version 89)
12 - Another Sunset

>>> 1986, Rex Club, Paris. Was the first appearance of Jérôme Avril and Cécille Balladino (invited by Sonic Youth), under the name Red Light and with Maurice (bass) and Gilbert (drums). This was the first and only band show, until they have an opportunity to release a song in the Unreleased Volume I compilation in ’87. In this occasion, The Shelter was recorded, the only studio song with a drummer and the name Mary Goes Round was chosen.
After a year, they have another opportunity to record a new song in the Unreleased Volume II. So The Nightmare was recorded with a drum machine to replace Gilber Correy, absent at that time. After this, they decided to release your first album without Gilbert, that definitely left the band. Was recorded 5 demo songs and distributed by the New Rose label, famous label at that time. Thus the mini-LP was released.
Mary Goes Round had strong influences of Asylum Party and Little Nemo, bands of the french musical scene that along with other small bands were giving rise to a pseudo-movement called “Touching Pop”. It would be something like na evolution of darkwave mixing with pop, which ending in something not so far from the origin. The band broke up after Cécille and Thierry (bass) left the band.
The original Sunset mini-LP was released with just 7 songs. This today’s version is the CD version, with 5 more songs and was released in ’90. There’s no much to talk about this album (lie, there is). In this album, the band was in the beginning of the movement mentioned above, where the darkwave/coldwave was still very present in the compositions. The album have a very delightful sound to hear, starting by the first Mary Sleeps Alone with that lullaby Music Box effect and lyrics about the mysteries of why Mary (fictional character of the band that appears in some band songs) sleeps alone...
Dark Times really sounds me like dark times; where the no reason of killing someone turns in a paranoia. The beat of the song help a lot with the lyric, a very humdrum beat.
The Night e The Promised Land are songs with dancing beats, with more vivid guitars making the sound stronger.
The Great Desire is a slow song but not less interesting than previous. With a good drum programming and the guitars again giving life to music.
Tearsdrops Again. It’s possibly the great song of album for me. Try to listen to it and don’t let get involved. Try to listen this song and don’t feel, at least, that your thoughts fly away for a while... The melody is very well, the bass line is hypnotic and the guitars provide an extra dose of psychosis.
The sound of The Nightmare shows well the song title and lyric (rather macabre). Mary In The Sky and On The Sea are great songs, were better produced, maybe. The Shelter is the song that for which I met the band. Progressive drum beat and a darkwave sound. Another Sunset is a different song of the others of this album, the lyrics and melody. More synthpop (?) than darkwave.

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domingo, 4 de setembro de 2011

The Sound - Shock Of Daylight EP (1984)



Adrian Borland, mantinha um projeto de post-punk junto a Bob Lawrence e Adrian Janes, chamado The Outsiders. Após o lançamento do segundo album com a banda The Outsiders, em 1979, o grupo se dissolveu quando Bob e Adrian deixaram a banda. Assim, Borland deu vida ao The Sound. Ainda em '79, assinaram contrato com a gravadora Korova Records e, em 1980, lançaram o Jeopardy, gravado no Elephant Studio, Londres. Em 1980, Bi Marshall deixa a banda para a entrada de Max Mayers, e em '81 lançam o LP From The Lions Mouth.
O EP Shock Of Daylight, aqui postado, foi lançado em '84 e as músicas deste EP se seguiram marcantes nos shows do Sound. Este EP só peca pelo fato de ter apenas 6 músicas (bem que poderia ter sido um LP...), porém, são todas geniais, com boas letras e melodias viciantes. A New Way Of Life é, de fato, uma música perfeita. Aquele solo de guitarra aos 3:10 é simplesmente de outro mundo, é algo que vai fundo. Sem falar do baixo que é um dos mais marcantes do EP. Dream Then Plans foi a primeira paixão deste disco, principalmente depois que a escutei ao vivo no bootleg de Rotterdam que circula pela internet (e que algum dia também vai estar por aqui).
Certa vez, vi em algum lugar que o The Sound foi uma banda injustiçada dos anos 80, e concordo. Ela não teve a atenção merecida da mídia. Esse fato foi o que levou Adrian Borland a ter sintomas de alguma doença mental em meados de '85 (vai ver não aguentou ver seu genioso trabalho indo pro ralo...). Após a gravação do último LP (Thunder Up), quando em turnê pela Espanha, Borland teve alguns colapsos nervosos e a banda decidiu que era o fim. Borland prosseguiu ainda em carreira solo e como produtor de algumas bandas, porém, acabou caindo em uma depressão após o segundo disco da White Rose Transmission, resultando no seu suicídio em 26 de Abril de 1999, quando ele se atirou na frente de um trem na estação de Wimblendon.

The Sound:

Adrian Borland (vocais, guitarras e teclados)
Graham Bailey (baixo)
Mike Dudley (bateria)
Colvin "Max" Mayers (teclados e guitarras)

The Sound - Shock Of Daylight EP (1984)




01 - Golden Soldiers
02 - Longest Days
03 - Counting The Days
04 - Winter
05 - "A New Way Of Life"
06 - Dreams Then Plans

>>> Adrian Borland, keeping a post-punk project with Bob Lawrence and Adrian Janes, called The Outsiders. After the release of the second album, the band broke up when Adrian and Bob left the band. So, Borland gave life to The Sound. In '79, they signed with Korova Records and in '80 released Jeopardy, recorded at Elephant Studio, London. 1980, Bi Marshal left the band and Max Mayers joined in the band and in '81 released From The Lions Mouth LP.
The Shock Of Daylight EP was released in '84 and the songs were very outstanding in the concerts. The bad thing of this EP is it have just 6 songs (it might as well have been a LP...). Just great songs, with great lyrics and addictive melodies. A New Way Of Life is a perfect song, indeed. That guitar solo at 3:10 is from another world, it's just something that goes deep. Not to mention the bass which is great. Dream Then Plans was the first passion from this EP, mostly when I listen to this song live in the Rotterdam bootleg that you can find on the net (and some day you will be find here to).
Once, I read that The Sound was a wronged band at the 80s, and I agree. They don't have the deserved attention. This fact led Adrian Borland to some mental illness symptoms by '85 (maybe he could not stand the fact of seeing your work being lost). After the release of Thunder Up, when the band was in tour at Spain, Borland had some nervous breakdowns and the band decided it was the end. Borland keep in solo career and being productor of some bands, but he becamed depressed and this results in your suicide at April 26, 1999, when he jumped in front of a train in Wimblendon station.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Marcie's Still Waiting - Discografia (1985~1987)

O Marcie's Still Waiting é uma banda da cidade de Velbert-Langenberg (Alemanha) que produzia um som no estilo Darkwave/Synthpop/Minimal Synth. Surgiram como um projeto do estúdio Mollycat-Tonstudio do Rainer Winschermann. Todas as canções foram compostas por Rainer Spachmann (vocal, guitarras e teclados) e Rainer Winschermann (saxofone, bateria). Quando foram gravar A Mysterious Song e For You (Not For You), convocaram o tecladista e compostitor Frank Behnke, Thomas Döbber para o baixo e Anne Webber para os backing vocals.
Em '85, gravaram o primeiro EP distribuido pela Mollycat através da gravadora Wishbone Records com uma capa mostrando um urso com um pequeno tambor de brinquedo. Alan Bangs ouviu o EP e gostou tanto que começou a tocá-lo quase todos os dias no seu programa de rádio (Natchrock). Aos poucos a banda foi conseguindo força e, em breve, poderia se escutar A Mysterious Song em todas as discotecas de nome da Europa. A capa então foi substituída por uma outra, onde mostrava uma mulher sob uma lâmpada. Em '86, gravaram um outro EP intitulado Mirrors And Daydream (tentem ouvir Magic Carpet e não se viciar nesse som) com uma sonoridade mais darkwave/synthpop, diferente do primeiro EP que traz um minimal wave/minimal synth de qualidade.
Quando eu estava rodando pelos becos obscuros da internet, achei um outro EP/LP com o título de Marcie's Project. Já deste, não tenho informações.

A Marcie's Still Waiting é uma banda totalmente desconhecida, porém, com um ótimo som. Nunca me canso de escutar estes EP's, pelo contrário, uma das poucas bandas que escuto o mesmo álbum repetidamente. Aconselho a todos que gostam dos gêneros citados. Devo destacar aqui a já falada A Mysterious Song e Unique World (esta última ficou na minha cabeça por um loongo tempo...). Magic Carpet é uma canção que lhe manda diretamente às discotecas dos 80s. Apenas apreciem este som.

Marcie's Still Waiting:

Rainer Spachmann (vocais, guitarras, teclados e bateria)
Rainer Winschermann (Sax, bateria, efeitos, gravação, mixagem e masterização)
Frank Behnke (teclados)
Thomas Döbber (baixo)
Anne Weber e Nicole Klank (backing-vocals)

A Mysterious Song (1985)





01 - A Mysterious Song
02 - Unique World
03 - 66
04 - For You (Not For You)

Mirrors And Daydream (1986)




01 - Sleep
02 - A Night Like This
03 - Magic Carpet
04 - In My Room

Marcie's Project (1987)


01 - Brooklyn
02 - Deeper Than The Sea
03 - Swamp Things
04 - Sweat Gets On My Face
05 - Crows (instr.)
06 - Back From Nature

>>> Marcie's Still Waiting is a band from Velbert-Langenberg (Germany) that produced a Darkwave/Synthpop/Minimal Synth sound. They have emerged as a  project of Mollycay-Tonstudio from Rainer Winschermann. All songs were composed by Rainer Spachmann (vocals, guitars, keyboards) and Rainer Winschermann (sax, drums). When they starts the record of A Mysterious Song and For You (Not For You), called Frank Behnke to keyboard, Thomas Döbber to bass and Anne Webber to backing vocals.
In '85 recorded the first EP distributed by Mollycat through the Wishbone Records label with a cover that showed a bear with a toy drum. Alan Bangs listened to the EP and liked so much that started to play in his radio show (Natchrock). The band was gaining strenght, and soon, could hear to A Mysterious Song in all important nightclubs in Europe. The cover of EP was changed during this period. In '86 they recorded another EP named Mirrors And Daydream (try to listening to Magic Carpet and don't get hooked) with a darkwave/synthpop sonority, different of the minimal wave/minimal synth of the first EP. When I was searching for sounds in the shady alleys of internet, I found another EP (or LP) named Marcie's Project. I have no information about this.

Marcie's Still Waiting is a unknown band with a great/wonderful/amazing sound. I never get tired to listening to this EP's, by contrast, is one of the few bands that I listen to the album again and again. I advise to everyone who love the genres mentioned. I should point out the aforementioned A Mysterious Song and Unique World (this last one stayed in my mind for a looong time...). Magic Carpet sends you directly to the 80s. Just enjoy this sound.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ZerØ - Carne Humana (1987)




Formado no ano de 1983 com Guillerme Isnard (ex-Voluntários da Pátria), que junto aos arquitetos Beto Birger (baixo), Claudio Souza (batera), Gilles Eduar (sax), Fabio Golfetti (aquele mesmo, do Violeta de Outono) e Nelson Coelho (guitarras). Esta formação durou apenas até 1985, quando Guillerme reorganizou a banda com Eduardo Amarante (guitarras), Ricky Villas-Boas (baixo), Freddy Haiat (teclados) e Athos Costa (batera).
Com essa formação lançaram o LP denominado "Passos No Escuro" em 1986, que explodiu nas rádios da época com "Agora Eu Sei" (que contava com a participação de Paulo Ricardo) e "Formosa".
Em 1987, o batera Athos Costa deixa a banda e dar lugar para Malcon Oakley, e com essa formação, o LP "Carne Humana" com os hits "Quimeras", "A Luta e o Prazer" e "Abuso de Poder" (esta última não tão tocada nas rádios...).

Ahh sim. Agora vem a parte boa: o LP "Carne Humana". Sim, posso afirmar que para mim esse é um dos melhores discos do rock nacional dos 80's. Trazendo algumas "inovações" sonoras e não se apegando tanto ao post-punk do primeiro álbum da banda.
O LP inicia-se com Algum Vício, com uma letra que fala sobre o amor como um vício (o próprio nome já diz) com aquela entrada triunfal, que não poderia descrever melhor o que viria nos próximos minutos.
Quimeras foi um dos grandes hits do album, falando sobre uma evolução espiritual (como o próprio Guillerme falou no site oficial da banda) e, sem dúvidas é uma música que ficou marcada pra muita gente daquela geração até os dias de hoje.
Linha da Vida é uma das tantas músicas com a temática do amor.
Abuso de Poder é uma crítica a fase de transição que se vivenciava quanto ao governo e sua forma de governar naquela época e, que infelizmente, ainda dura até hoje...
Medo de Voar é uma das grandes do álbum. Aquela pegada do baixo (hipnotizante!), que leva a música até seus últimos instantes; somada a brilhante voz do Guillerme Isnard (nessa música, mais penetrante que nas outras) e ainda, aqueles riffs na guitarra, tornam a música sem igual. Ahh, sem falar do sax da entrada. Enfim, sem descrições disponíveis para ela.
Carne Humana, música título do álbum. Traz uma batida meio groove e fala "da redundância de certas lições que estão sempre sendo repetidas e pouco ou nada ouvidas"; segundo o próprio Isnard.
Seu Planeta, ao meu ver seria uma canção para alertar sobre o que (talvez) já acontecesse naquela época com o mundo, em todos os sentidos, onde ninguém se importava com ele ou o que aconteceria com o mesmo depois de alguns anos. A temática pode muito bem ser usada para os dias atuais; hoje, mais do que nos tempos da própria música.
Game Over... Brilhante canção, brilhante letra. O sax excepcional do início da música, a linha do baixo também marcante... a guitarra e os teclados dão o toque final da música. A letra me parece mais como uma declaração ou prova de amor de um alguém para o outro.
Sem Pudor é mais uma das brilhantes letras sobre o amor do Guillerme Isnard, que me remete a um alguém que não consegue "largar" a pessoa amada. É sem dúvida, uma das grandes do album.
A Luta e o Prazer, uma canção bem executada nas rádios da época. Diz que "não há mais lugar pra quem quer viver um grande amor", e ainda não há. Outra grande canção com a temática do amor, até hoje não entendo ao certo o que o Ronaldo Bastos quis transmitir com esta letra, mas...

"...Se amas sem atrair amor, isto é, 
se vosso amor é tal que não produz amor,
se através de uma "expressão de vida" como pessoa amante
não fazeis de vós mesmo uma pessoa amada,
então vosso amor é impotente, é um infortúnio."

ZerØ - Carne Humana (1987)


01 - Algum Vício
02 - Quimeras
03 - Linha da Vida
04 - Abuso de Poder
05 - Medo de Voar
06 - Carne Humana
07 - Seu Planeta
08 - Game Over
09 - Sem Pudor
10 - A Luta e o Prazer

>>> Formed in 1983 with Gillherme Isnard (ex-Voluntários da Pátria), which together with architects Beto Birger (bass), Claudio Souza (drums), Gilles Eduar (sax), Fabio Golfetti (that's even from Violeta de Outono) and Nelson Coelho (guitars). This line-up lasted only in 1985, when Guillerme reorganized the band with Eduardo Amarante (guitars), Ricky Villas-Boas (bass), Freddy Haiat (keyboads) e Athos Costa (drums). With this line-up they recorded the "Passos No Escuro" LP in 1986, which exploded on the radios at that time with "Agora Eu Sei" (with special guest Paulo Ricardo) and "Formosa".
In 1987, the 'drum man' Athos Costa has left the band and gave the place to Malcon Oakley, and with this line-up, the "Carne Humana" LP with the hits "Quimeras", "A Luta e o Prazer" and "Abuso de Poder" (this last not good played on the radios...).

Oh yeah! Now comes the good part: the "Carne Humana" LP. Yes, I can say that for me, this album is one of the best albums from brazilian 80s rock. With some sound "innovations" and don't remain in the post punk from the first LP.
The LP starts with Algum Vício, with lyrics talking about love as a addiction (the name says) with that triumphal entry, that can't describe better what comes in the next minutes.
Quimeras was one of the big hits of LP, talking about an spiritual evolution (as Guillerme says in the Zero official website) and, undoubtedly is a song that was marked for many people of that generation until the present day.
Linha da Vida is one of many songs talking about love.
Abuso de Poder is a criticism for the transition phase that was lived, how  to government and your kind of govern in that epoch, and sadly, still extended 'til today...
Medo de Voar is one of biggest from LP. That bass line (mesmerizing!), that extend in the song until the last moments; added to the Guillerme Isnard amazing voice (in this song, sharper than the others) and still, that guitar riffs, make the song unique. Ahh, not to mention the sax when song starts. Anyway, no more words.
Carne Humana, title song from album. Takes some about groove style and talk about "redundancy of some lessons that are constantly repeated but no one's listen", according Isnard.
Seu Planeta, in my point of view is a song to alert about what the world lived in that epoch, in every senses, where no one cares with the world. The thematic can be used in nowadays; more than in the epoch of this song.
Game Over... Brilliant song, brilliant lyrics. The exceptional sax when song starts, the outstanding bass line... The guitars and keyboards give the final touch for this song. The lyric makes me wonder about a love declaration from a person to another.
Sem Pudor is one more of the brilliant songs about love from Guillerme Isnard, that brings me to a person that can't leave the loved one. No doubts, one of big songs from LP.
A Luta e o Prazer was a song with great performance on the radios at that epoch. Says "não há mais lugar pra quem quer viver um grande amor" (there's no more place for who want living a big love); and still no place.  Other great song with the thematic about love. 'Til these days I can't understand what Ronaldo Bastos wants to say with this lyrics, but...

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